| Foto: Nuno Alexandre Jorge/Mais Futebol |
Neste domingo, 13, o Benfica recebeu o Porto, no Estádio da
Luz, em Lisboa, pela 14ª rodada da Liga Sagres.E é claro que falaríamos deste
jogo, que, apesar da qualidade ter caído consideravelmente na segunda etapa,
ainda foi um clássico, “ó pá”. O que se viu em campo, foram duas equipes
concentradas e anulando uma a outra, jogando de forma equilibrada e bem taticamente.
A partida acabou por não ter tantos espaços em campo e é claro que isso não
deixou com que as equipes respirassem e pudessem encontrar o seu melhor jogo.
Pena dos torcedores que esperavam maiores emoções.
A partida, até os primeiros oito minutos, foi marcada pela concentração e
demasiado estudo (ou falta de coragem em se lançar ao campo de ataque) por
parte das equipes. Apesar disso, nos
próximos 17 minutos que se seguiram e tornariam a partida interessante, saíram
quatro gols. O mais interessante, é que dois deles foram em jogadas de bola
parada, mais um sinal de que as defesas das equipes foram o ponto forte e que
ninguém estave disposto a perder. Afinal, clássico é clássico.
A primeira equipe “premiada” com o gol, foi a equipe Porto,
que chegou em uma cobrança de falta executada por João Moutinho, em que a bola
quicou na grama, ganhando altura e passando por sobre a defesa lisboeta até
chegar a Mangala, que na pequena área, escorou para as redes do goleiro
brasileiro Artur.
O Benfica tratou de dar a resposta logo na sequência,
afinal, não queria dar vexame em casa.
Dois minutos após ter sofrido o gol, Melgarejo cobrou escanteio pela
esquerda. Dentro da área, Cardozo desviou a cobrança, onde Garay fez novo toque
de cabeça para a entrada da área, onde Matic pôde encher o pé para marcar um
grande gol e empatar a partida.
No placar, tínhamos 1 a 1 e o Benfica se livrava de passar
um vexame em casa, certo? Errado! Cinco minutos depois, o goleiro Artur recebia
uma bola, mas como o domínio de bola de muitos goleiros por aí não é dos
melhores (e não foi diferente com nosso glorioso Artur), o lisboeta dominou a
bola de forma deficiente, e ele acabou sendo desarmado por Jackson Martínez,
que marcou o segundo gol portista na partida. Pra quem não queria passar vexame
em casa, o goleiro Artur deu aos torcedores do Porto, algo para “comentar”
durante a semana.
Mais uma vez, o Benfica esperou dois minutos para chegar á
igualdade. Em boa jogada, Salvio e Maxi Pereira trabalharam bem pelo lado
direito, de onde sairia o cruzamento para o desvio de Helton e o alívio incompleto
de Otamendi. A bola sobrou, e o gol foi
assinalado por Gaitán, que determinava ali o empate entre lisboetas e portistas
por 2 a 2.
Quatro gols e 17 minutos muito corridos. Pena que “acabava”
por aí, já que nos 73 restantes, as equipes não se libertavam das amarras que
ambas se colocaram. Ao intervalo do primeiro tempo, raras chegadas até as duas
áreas pelo fato das duas equipes terem morrido no limbo do meio de campo, e
além disso, a capacidade física e poder de antecipação das defesas dificultava
a vida dos atacantes de todos os lados.
O Porto conseguiu assentar mais o seu jogo, tendo mais posse de bola e
consequentemente fazendo com que ela fosse melhor trabalhada, tendo em vista
que o Benfica fazia um jogo mais direto e tinha dificuldades de jogar em
contenção.
Na segunda etapa, essa capacidade de controle de bola do
Porto se acentuou, mas ainda sem muito poder de criar algo que levasse perigo á
meta do goleiro Artur.
Na tentativa de tentar mudar o panorama da partida, Jorge Jesus mexeu na equipe, sacando Enzo
Pérez e colocando Carlos Martins – que entrou muito mal no jogo – e logo depois
promovendo a entrada de Aimar no lugar de Lima. Tudo isso para quase nada, já
que ambas as equipes continuavam sem criar nada.
Nos últimos quinze minutos de jogo, o Benfica cresceu na
partida, não pelas alterações em si feitas pelo técnico Jorge Jesus, mas sim
pelo fôlego novo dos jogadores que acabavam de entrar. Foi nessa fase final da partida que o Benfica
tirou uma carta da manga, Gaitán fez excelente passe para Cardozo, pegando a defesa do Porto desprevenida, com o
atacante lisboeta arrematando no poste, na melhor oportunidade de gol do jogo.
Antes, Helton havia desviado a bola, evitando que a meta portista fosse
violada.
O Porto também havia promovido alterações na partida, com as entradas de
Izmaylov no lugar de Defour , Abdoulaye na vaga de Varela e Castro no lugar de
Lucho. Essas porém não surtiram muito efeito.
Além disso, o Porto reclamou de arbitragem (sim, não temos isso somente aqui no
Brasil, apesar de a nossa ser bem mais vergonhosa) na qual anularam mal dois
lances de ataque do Porto, e além de Maxi ter dado um belo golpe de karatê em
Moutinho, digno de explusão, mas o árbitro deu apenas cartão amarelo.
Esse foi o saldo da partida – não sei dizer se positivo ou negativo – apesar de
apenas 17 minutos terem reservado as melhores ocasiões da partida. Mas tendo em vista que é um grande clássico
de Portugal, as equipes fizeram da maneira correta ao se anular taticamente. Se
anularam tão bem que depois nem conseguiram criar nada mais na partida (daí o
ponto negativo). Enfim, equilíbrio foi o nome da partida. Vale ressaltar mais
uma vez que clássico e clássico e ninguém vai a campo de peito aberto. Pois
acima dos 3 pontos, vale o orgulho de vencer o seu rival. A Liga Sagres
continua, assim como as aventuras portistas na liderança, rumo ao título da
liga. “Ora pois-pois”, Que surpresas o Manoel nos contará daqui pra frente? Só
acompanhando o futebol da terrinha pra saber, ó pá.

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